Quem estuda sabe que a aprendizagem é um processo complexo e que exige estratégias para ser efetivamente possibilitada. Dependendo do tipo de conteúdo a ser estudado e do perfil do estudante, é comum que sejam desenvolvidas diferentes técnicas para construir conhecimento. Uma estratégia válida para todos os estilos de aprendizagem e assuntos de estudo é o uso de mapas mentais.

Por ser uma ferramenta que sintetiza, armazena, retém e consolida as informações, o mapa mental é ideal para estudar os mais diversos assuntos e com diferentes objetivos — como obter boa nota em uma prova, ser aprovado num concurso ou passar no vestibular.

Então, que tal descobrir como elaborar mapas mentais para poder usá-los em sua rotina de estudos e otimizar a sua aprendizagem? Não perca tempo e conheça dicas valiosas!

Entenda o que é e como funcionam os mapas mentais

Mapas mentais são um tipo de técnica que organiza as informações obtidas a partir de uma determinada fonte de aprendizagem, como textos, aulas e vídeos. Trata-se de uma ferramenta que possibilita a focalização dos aspectos mais relevantes de um conteúdo, uma vez que registra sinteticamente essas informações e permite que sejam feitas revisões rápidas e eficientes do assunto abordado no mapa.

Concebidos como verdadeiros mapeamentos — representações gráficas em escala reduzida — sobre um conteúdo, essa estratégia de aprendizagem ilustra conceitos e ideias por meio de gráficos, palavras-chave e fluxogramas. Os mapas mentais encadeiam informações de maneira lógica, sintética e visualmente atrativa, facilitando o armazenamento do conhecimento construído.

Esse método é eficiente porque atua de modo análogo ao funcionamento do cérebro. De forma geral, as trocas de informações cerebrais ocorrem por meio de conexões estabelecidas, principalmente, entre os neurônios, as quais são fortalecidas todas as vezes em que são processadas — quando geramos memórias, por exemplo. A conexão cerebral se dá de modo similar a redes de pesca ou árvores repletas de galhos.

Os mapas mentais também conectam informações, acessadas por nós quando os revisamos. Suas estruturas físicas podem se dar, por exemplo, sob a forma de árvores com diversas ramificações, de forma que o tema de estudo é uma espécie de tronco, ocupando posição de destaque, e os conceitos, bem como propriedades ligadas a esse assunto são os galhos que estão conectados ao tronco e em outros galhos.

Construa mapas mentais

Para que você possa ser capaz de elaborar adequadamente os seus mapas mentais e dar mais eficiência ao seu processo de estudos, vamos apresentar 5 dicas valiosas. Seguindo cada uma delas, você poderá construir mapas mentais sobre qualquer conteúdo e para o alcance dos mais diferentes objetivos acadêmicos.

Leia e busque entender as matérias

Um mapa mental sintetiza as informações de maneira visualmente funcional. No entanto, antes de partir para a atividade de resumir conteúdos, é fundamental que eles sejam lidos e entendidos. A leitura deve ser feita de maneira cuidadosa, atentando-se para as partes mais relevantes do texto. Uma ação inicial para facilitar etapas posteriores da confecção do mapa é o grifo dos trechos que merecem maior destaque.

Além de ler, o estudante deve se assegurar de que está entendendo o conteúdo lido. Caso contrário, estará perdendo tempo, além de ficar sem condições de prosseguir a construção do mapa. Isso pode ser feito pelo estabelecimento de palavras-chave ou frases sintéticas ao longo do texto. A ideia é que haja a compreensão geral de todo o material estudado.

Organize os conteúdos

A organização dos conteúdos estudados possibilita a sua sistematização e requer subdivisões entre eles. Não é cognitivamente viável, por exemplo, fazer um mapa mental com todos os temas de uma disciplina, sendo necessário subdividi-los em mapas mais específicos e direcionados para determinados assuntos. Será sempre exigido que se faça uma espécie de recorte da matéria estudada, a partir do qual o mapa será elaborado.

Em muitos casos, a organização dos conteúdos é a única forma de estruturar as ideias em categorias que vão compor o mapa. É fácil perceber isso quando pensamos em assuntos das chamadas áreas de humanas. A elaboração de um mapa mental sobre os direitos trabalhistas, por exemplo, não é possível sem uma organização prévia dos conhecimentos em palavras-chave ou ideias centrais, pois há muita informação textual.

Estruture as ideias

Após a organização dos conteúdos em recortes menores que facilitam o entendimento de determinado assunto, é preciso estruturar as ideias que fazem parte dele. Essa estruturação pode ser feita sob a forma de fichamentos ou resumos.

Trata-se de uma ação de grande importância, uma vez que será responsável pela seleção dos conceitos que estarão inseridos no mapa mental.

Estabeleça hierarquia entre os conceitos

Com a estruturação das ideias, é possível estabelecer relações hierárquicas entre os conceitos, as quais constituirão as bases das categorias usadas no interior do mapa. Para fazer isso, é necessário que sejam percebidas as relações que mantêm uns conceitos com os outros. O mapa mental é completamente dependente dessa organização hierárquica, já que ela, inclusive, é visualmente percebida quando a ferramenta está pronta.

Para o estabelecimento da hierarquia, devem ser definidos o tema do mapa, as ideias gerais mais próximas a ele e, em seguida, os conceitos de caráter específico que se ligam a elas. Os tipos de relações hierárquicas — como causa e efeito, sequência, participantes, datas, contexto etc. — a serem estabelecidas dependem da natureza do conteúdo abordado, por exemplo, nas áreas de história, biologia ou geografia.

Use muitos recursos visuais

O grande segredo da fixação dos conteúdos dispostos em um mapa mental está na visualização eficaz que ele permite. E há uma outra razão biológica para isso: o cérebro processa e armazena estímulos visuais de maneira bastante eficaz. Isso significa que o fato de um mapa mental exigir a percepção da visão está totalmente relacionado com a capacidade humana de reter informações, o que garante a sua eficiência.

Por isso, é extremamente recomendável que se use muitos recursos visuais na elaboração de um mapa mental, que deve ser redigido por diferentes cores, com diversas formas e até com desenhos. As palavras-chave que compõem o mapa devem ser coloridas e podem estar dentro de retângulos, círculos ou triângulos. As relações entre elas podem ser marcadas por flechas, traços ou linhas pontilhadas, por exemplo.

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