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Professora de Engenharia de Software inova com Passa ou Repassa Acadêmico para revisão de provas

As transformações provocadas pelas tecnologias digitais e, mais recentemente, pela Inteligência Artificial, têm impactado diretamente o ensino superior. Hoje, os estudantes têm acesso a informações de forma rápida, utilizam diferentes ferramentas para aprender e chegam à sala de aula com expectativas cada vez mais diversas. 

Diante deste cenário, a profa. Ma. Pollyanna Miranda de Abreu, que leciona Engenharia de Software nos cursos de Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Ciência da Computação e Engenharia de Software no grupo Unis, percebeu que precisava repensar não apenas a forma de ensinar a disciplina, mas também de criar estratégias de revisão, acompanhamento e avaliação da aprendizagem.

“Na semana da primeira prova da disciplina, percebi que os alunos estavam bastante ansiosos. Eu queria oferecer uma oportunidade de revisão que fosse mais dinâmica, participativa e eficaz do que uma revisão tradicional. Foi então que decidi criar uma metodologia ativa baseada na gamificação, utilizando também a Inteligência Artificial como ferramenta de apoio no planejamento dessa atividade. A IA me ajudou na construção e no refinamento das questões de revisão, que foram elaboradas com base nos conteúdos estudados em Engenharia de Software. Busquei criar perguntas mais contextualizadas e desafiadoras, inspiradas em modelos de avaliação que exigem interpretação e raciocínio, como o ENEM e o ENADE. Também utilizei conceitos da Teoria de Resposta ao Item (TRI) como referência para refletir sobre os diferentes níveis de dificuldade das questões e sobre a qualidade das alternativas apresentadas aos estudantes”, destaca a professora Pollyanna. 

De acordo com Pollyanna, a Inteligência Artificial foi uma parceira importante para analisar possíveis ambiguidades nas perguntas, justificar as respostas corretas e incorretas e sugerir formas de ampliar a contextualização dos problemas. 

“Toda a curadoria pedagógica permaneceu sob minha responsabilidade. Fui eu quem validou cada questão, considerando os objetivos de aprendizagem da disciplina, o perfil da turma e o nível de conhecimento dos estudantes. A partir desse planejamento, desenvolvi uma atividade gamificada inspirada no famoso quadro ‘Passa ou Repassa’. A proposta foi adaptada para a realidade acadêmica e utilizada como revisão para a avaliação da primeira etapa da disciplina. A dinâmica era simples e ao mesmo tempo bastante envolvente. Dois estudantes participavam por vez e competiam para responder às questões relacionadas ao conteúdo da prova. Porém, o objetivo principal não era a competição em si. O elemento competitivo foi utilizado como estratégia para aumentar o engajamento, estimular a participação e favorecer a recuperação dos conhecimentos trabalhados ao longo das aulas”, ressalva a professora.

Para tornar a experiência mais divertida e próxima do formato original, ela utilizou um datashow para projetar as questões com quatro alternativas de resposta, uma mesa para os participantes e uma campainha de mesa, que despertou a curiosidade e o entusiasmo da turma. O ambiente ficou mais descontraído e os alunos se envolveram naturalmente na atividade.

Durante o jogo, eles precisavam interpretar as questões, recuperar conceitos estudados anteriormente, tomar decisões rápidas, justificar suas respostas e acompanhar o raciocínio dos colegas. Cada dúvida, erro ou divergência de opinião era transformado em uma oportunidade de discussão e aprendizagem coletiva.

“Um dos aspectos mais importantes da experiência foi justamente a minha atuação como mediadora. Cada pergunta servia como ponto de partida para aprofundar conceitos, esclarecer dúvidas e relacionar a teoria com situações práticas da área de tecnologia. Dessa forma, a revisão deixou de ser apenas um momento de memorização e passou a ser uma experiência de construção coletiva do conhecimento”, disse Pollyanna.

Após a conclusão da atividade, os estudantes realizaram a avaliação individual e sem consulta. De acordo com a professora, a revisão gamificada contribuiu para aumentar a participação da turma, reduzir a ansiedade pré-prova e promover uma aprendizagem mais ativa, colaborativa e significativa. 

A experiência mostrou que, quando bem planejadas e pedagogicamente mediadas, metodologias ativas apoiadas por tecnologias digitais e Inteligência Artificial podem tornar o processo de ensino/aprendizagem mais motivador e efetivo no ensino superior.