EM MAIO A ECONOMIA RECUOU NO BRASIL E EM MINAS GERAIS
O mês de maio trouxe um recuo no Indicador de Dinâmica Produtiva (IdP) do Brasil e de Minas Gerais em comparação com abril.
O IdP é um indicador conjuntural calculado mensalmente pelo Grupo de Pesquisas e Estudos Socioeconômicos (GESEc) do Instituto Federal do Sul de Minas (Campus Carmo de Minas), em parceria com o Núcleo de Extensão, Pesquisa e Internacionalização do Grupo UNIS e o GEESUL.
O cálculo desse indicador utiliza dados do IBGE, como o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), a Pesquisa Industrial Mensal (PIM), a Pesquisa Mensal do Comércio Varejista Ampliado (PMC) e a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), todos divulgados com dois meses de defasagem.
A nível geral, o IdP brasileiro apresentou queda de -0,23% em maio, após apresentar expansão de 0,36% no mês de abril. Somente o setor agrícola teve elevação, com resultado de 0,25%. A indústria caiu -0,18%, a primeira queda neste ano de 2026. Comércio e serviços no agregado tiveram recuo de -0,30%; com os serviços caindo -0,36% e o comércio varejista ampliado -0,24%. Comparando a dinâmica produtiva de maio de 2026 com o mesmo mês de 2025, foi possível averiguar uma leve alta de 0,28%.
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que pode ser considerado como sendo uma prévia do PIB nacional, apresentou leve alta de 0,1% em maio comparado com abril. Segundo o coordenador do IdP, professor Pedro Portugal “apesar de ter sido positivo, esse resultado também indicou uma desaceleração na economia brasileira, porém em nível menor que o demonstrado pelo nosso indicador”. Em relação a maio de 2025, o IBC-Br indicou elevação de 0,8%.
Minas Gerais também teve queda em sua dinâmica produtiva no mês de maio (-0,71%), após a expansão de 0,73% em abril. Semelhante ao caso nacional, apenas o setor agrícola teve alta (0,21%). Comércio e serviços recuaram de forma agregada -0,33%, sendo que os serviços avançaram 0,13%, mas o comércio varejista ampliado caiu -0,81%. O principal destaque negativo foi o setor industrial com o resultado -1,69%.
Ainda de acordo com o professor Pedro “nossa previsão, de que a dinâmica produtiva brasileira e mineira apresentariam estabilidade no mês de maio, não se concretizou. As volatilidades externas, especialmente no que se referem ao conflito no Oriente Médio, impactou o setor industrial e de comércio e serviços, principalmente no subsetor de transportes. As boas performances obtidas em abril acabaram se revertendo no mês de maio”.
Para o mês de junho, as perspectivas dos pesquisadores apontam para uma recuperação da dinâmica econômica a nível nacional e estadual, com a melhor adaptação dos setores às volatilidades externas.
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