O Indicador de Dinâmica Produtiva (IdP) apresentou resultados diferenciados no mês de junho. Enquanto a nível Brasil houve queda pelo segundo mês consecutivo, em Minas Gerais ocorreu um leve crescimento, ambos em comparação com maio.
O IdP consiste em um indicador conjuntural calculado mensalmente pelo Grupo de Pesquisas e Estudos Socioeconômicos (GESEc) do Instituto Federal do Sul de Minas (Campus Carmo de Minas e Machado), em parceria com o Núcleo de Extensão, Pesquisa e Internacionalização do Grupo UNIS e o GEESUL.
Para sua determinação, utilizam-se os dados do IBGE, como o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), a Pesquisa Industrial Mensal (PIM), a Pesquisa Mensal do Comércio Varejista Ampliado (PMC) e a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), todos divulgados com dois meses de defasagem.
A nível Brasil, o IdP demonstrou queda de -0,76% em junho, após recuar -0,23% no mês de maio. Nenhum setor agregado teve crescimento. O setor agrícola teve o resultado menos negativo, caindo -0,26%. A indústria apresentou forte declínio de -1,79%. Comércio e serviços no agregado recuaram -0,47%; com os serviços ficando estáveis em 0,02% e o comércio varejista ampliado apresentando queda de -0,97%. Mesmo com esse resultado negativo em junho, ao se comparar a dinâmica produtiva deste mês com o mesmo período de 2025, nota-se uma forte expansão de 3,8%.
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que é considerado uma prévia do PIB nacional, apresentou queda de -0,6% em junho comparado com maio, também confirmando o recuo da produção a nível nacional em um nível semelhante ao IdP. Em relação a junho de 2025, o IBC-Br indicou elevação de 2,4%.
No caso de Minas Gerais, ocorreu uma leve alta de 0,09% na dinâmica produtiva em junho, após a queda de -0,71% ocorrida em maio. O melhor resultado ocorreu com o agregado de comércio e serviços (0,82%), sendo que os serviços recuaram -0,60% e o comércio varejista ampliado teve forte avanço de 2,29% após apresentar três meses de queda. O setor agrícola ficou estável em 0,01%. E o maior recuo ocorreu com a indústria (-1,34%), sendo este o segundo mês consecutivo com forte queda.
De acordo com o coordenador da pesquisa, professor Pedro Portugal “a previsão que fizemos no mês anterior, de que ocorreria recuperação da dinâmica produtiva em ambos os entes, se concretizou apenas em partes, visto que a nível Brasil ocorreu queda e Minas Gerais apresentou leve alta”. Volatilidades externas, alto custo do crédito e o endividamento dos agentes econômicos no Brasil contribuem para entender esses valores. Ainda segundo o professor Pedro “ambos os resultados para Brasil em junho, IdP e IBC-Br, devem corroborar para um afrouxamento na política monetária do Banco Central no curto prazo”.
Para o mês de julho, as previsões dos pesquisadores do IdP apontam para uma melhoria tênue na dinâmica produtiva nacional e estadual, tendo em vista a continuidade das volatilidades, porém com uma melhor adaptação dos setores.
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