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AS ECONOMIAS DO BRASIL E DE MINAS GERAIS TIVERAM RESULTADOS DIFERENTES EM JULHO

        O Indicador de Dinâmica Produtiva (IdP) voltou a apresentar realidades diferentes no mês de julho nos entes pesquisados. Mas, dessa vez, o resultado a nível Brasil foi positivo e em Minas Gerais ocorreu uma leve queda.
        O IdP é uma medida conjuntural determinada mensalmente pelo Grupo de Pesquisas e Estudos Socioeconômicos (GESEc) do Instituto Federal do Sul de Minas (Campi Carmo de Minas e Machado), em parceria com o Núcleo de Extensão, Pesquisa e Internacionalização do Grupo UNIS e o GEESUL.
        No seu cálculo são utilizados dados do IBGE como o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), a Pesquisa Industrial Mensal (PIM), a Pesquisa Mensal do Comércio Varejista Ampliado (PMC) e a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), todos divulgados com dois meses de defasagem.
        No âmbito nacional, o IdP indicou alta de 0,26% em julho, após recuar -0,76% no mês de junho. Todos os setores apresentaram crescimento, com destaque para o agrícola, cujo resultado foi 1,25%. Comércio e serviços tiveram elevação de 0,20% no agregado, sendo que os serviços ficaram estáveis (0,01%) e o comércio varejista ampliado avançou 0,39%. A indústria, com a expansão de 0,17%, se recuperou em relação ao mês anterior. Comparando a dinâmica produtiva de julho de 2026 com o mesmo período de 2025, registra-se crescimento de 1,33%.
        O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que é considerado uma prévia do PIB nacional, apresentou queda de -0,2% em julho na comparação com junho, sendo o segundo mês consecutivo com resultado negativo neste indicador. Em relação a julho de 2025, o IBC-Br indicou elevação de 1,1%, resultado muito próximo do IdP. 
       Em relação a Minas Gerais, ocorreu uma leve queda de -0,03% na dinâmica produtiva de julho, após a alta de 0,09% ocorrida no mês de junho. Apenas o setor industrial apresentou crescimento de 0,30%. Comércio e serviços tiveram recuo de -0,14% no agregado, sendo que os serviços subiram 0,98%, mas o comércio varejista ampliado caiu -1,28%. O setor agrícola declinou -0,54% sendo a primeira queda neste ano de 2026.
       Segundo o coordenador da pesquisa, professor Pedro Portugal “no último relatório, nossas previsões indicavam a possibilidade de melhoria na dinâmica produtiva brasileira e mineira. Tal fato se concretizou apenas para Brasil, visto que em Minas Gerais ocorreu um leve recuo no IdP. Reforçamos nossa percepção de que as volatilidades externas, especialmente nas cotações do petróleo, o alto custo do crédito e o endividamento das empresas e famílias brasileiras têm contribuído para os resultados mais fracos da economia nos últimos três meses”.
       De acordo com os pesquisadores do GESEc “para agosto, as nossas perspectivas indicam que os resultados devem ficar mais estáveis e no campo negativo, haja vista a continuidade dos fatores que têm influenciado a dinâmica produtiva atualmente”.

Acesse a pesquisa completa aqui