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title: "Jornalismo imparcial: qual é a hora certa para deixar sua opinião falar mais alto"
description: "Jornalismo imparcial: qual é a hora certa para deixar sua opinião falar mais alto"
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[Blog Unis ](https://blog.unis.edu.br)

# [Jornalismo imparcial: qual é a hora certa para deixar sua opinião falar mais alto](https://blog.unis.edu.br/jornalismo-imparcial-qual-e-hora-certa-para-deixar-sua-opiniao-falar-mais-alto)

 Escrito por [Unis](https://blog.unis.edu.br/author/unis) | 20/07/2018 12:50:00

## **Introdução**

Quem pretende trilhar os caminhos do jornalismo com certeza sabe de um dos principais pilares da profissão: ser imparcial. Mas em meio a tantos acontecimentos que vemos hoje, principalmente na internet, surge a dúvida: existe uma hora certa para deixar sua opinião falar mais alto?

Em tese, isso nunca poderia acontecer, mas o fato é que o papel do jornalista dentro de um veículo de comunicação, por si só, é formar opiniões, fazer com que os leitores tomem seus partidos e com isso gerar discussão e mudança.

E se você quer entender mais sobre a carreira ou pretende iniciar o [curso de Jornalismo](https://vestibular.unis.edu.br/curso-de-jornalismo.php) e está caçando mais informações sobre ele, vem com a gente se embrenhar nesse universo cheio de pesquisa e dedicação!

## **Como é ser um jornalista?**

Quando falamos nesse profissional, na grande maioria das vezes, o estereótipo que vem em nossa mente é do carinha do jornal impresso ou do âncora dos noticiários televisivos. Isso é normal, afinal de contas, são as carreiras que estamos mais acostumados a ver nas telas do cinema e no dia a dia.

Apesar de todo esse senso comum, ser jornalista vai além disso. Existem uma [série de carreiras e exigências profissionais](https://blog.unis.edu.br/jornalismo-e-as-muitas-opcoes-de-areas-de-atuacao/) que todo “candidato a raposa” precisa estar disposto a aderir e se adaptar.

Algumas delas são a necessidade de ter flexibilidade de horário de trabalho, ter um ótimo português escrito e falado, além de ser muito organizado e responsável, caso seja necessário trabalhar como autônomo por exemplo. E se ao ler sobre o perfil do jornalista você acredita que possui tais características, vá sem medo!

Outra coisa que você tem que ter em mente: existem carreiras variadas para trabalhar. Independente de qual delas você escolha atuar durante sua vida profissional, é imprescindível ter persistência.

Nem sempre vai ser possível ingressar direto nos ambientes profissionais que desejamos, mas toda experiência conta na hora de conseguir a vaga dos sonhos, sendo assim, abrace tudo o que for contribuir para o seu conhecimento geral e específico.

Estágios são uma ótima oportunidade de aprender, então não deixe de procurá-los. Eles são facilitadores na hora de entrar de vez no mercado de trabalho e podem oferecer a base necessária para conseguir a aprovação da equipe de seleção e ser efetivado.

> Dica: hoje, com o advento das mídias sociais e da internet, existem boas oportunidades para treinar seus textos e começar a ser um influenciador na sua cidade e região. Entre eles estão os blogs e as páginas do facebook.
> 
> Para ter sucesso é importante identificar necessidades e ser original. Oferecer mais do mesmo torna a tarefa mais árdua e desnecessária, concorda?

Parece besteira, mas começar dessa forma pode trazer a você visibilidade, facilidade para escrever, boas práticas de pesquisa e confirmação de dados (para não sair por aí disseminando as conhecidas *fake news*) e o mais importante: contatos, afinal de contas, eles podem ser o elo principal entre você e o sucesso profissional!

## **A linha tênue entre se envolver e ser imparcial**

Das muitas coisas que se aprende no curso de Jornalismo, sem dúvida a parte de “ser imparcial nos textos e entrevistas” é uma das que mais são frisadas. Mas será que isso realmente é possível?

Em teoria universitária sim, e é o que você deve e precisa buscar em tudo o que for fazer relacionado a essa profissão. Porém na condição humana que temos, em toda situação, [pendemos para escolher lados](http://j3brasil.blogspot.com/2011/01/o-que-e-parcialidade-e-imparcialidade.html) e defender o que concluímos ser o mais correto.

Isso às vezes acontece nem por vontade do jornalista. A própria empresa adere lados entre uma coisa e outra [por interesses particulares ou de investidores](https://www.pragmatismopolitico.com.br/2015/02/imparcialidade-papo-furado.html). Esse é o primeiro passo para surgirem as notícias tendenciosas e manipulativas, como as que vemos nos meios de comunicação de massa atuais.

Na maioria das vezes essa adjetivação textual, ou seja, essa tomada de partido, não é bem vista. Gera discussão? Sim, mas não com o objetivo desejado. Claro, sempre tem quem concorde com a opinião expressa, mas as críticas por tentar influenciar leitores e/ou espectadores também toma corpo e degrine a imagem da marca/empresa junto a um nicho de consumidores e/ou potenciais clientes.

Seja no jornalismo geral, no esportivo ou no político, ter [equidade textual é praticamente impossível](https://www.youtube.com/watch?v=H6lMYs4FlUI), porém uma coisa é torcer para o que você acredita, outra completamente diferente é distorcer fatos, o que ultrapassa os limites e se torna inaceitável.

Quer algum exemplo? Vamos criar a seguinte situação e dizer o que você pode e o que não deve fazer.

Ela é a seguinte: você vai escrever um texto jornalístico falando sobre um ícone de alguma área (musical, científica, cinematográfica...). Nele deverá falar sobre os altos e baixos da carreira dessa pessoa.

1. O que você pode fazer? Ser leal aos fatos, falar o que realmente aconteceu. Por ser seu ídolo, você acaba falando mais sobre as qualidades e coisas boas que ele fez, deixando apagados os fatos ruins desse percurso. Ou você nem gosta dele, e prefere falar mais sobre os atos falhos do que sobre os sucessos e coisas positivas que essa pessoa fez, porém nunca faltando com a veracidade dos fatos.
2. O que você jamais deve fazer? Distorcer fatos ou inventar situações. Você não gosta daquela pessoa nem simpatiza com o posicionamento dela, ou gosta demais e em ambas as situações começa a “colocar palavras na boca dela” durante sua dissertação e criar episódios que nunca existiram.

Sejam elas desmoralizantes ou que joguem a pessoa a um patamar mais alto que o alcançado por ela, fatos que nunca aconteceram além de serem desmascarados rapidamente, deixarão a sua moral e carreira manchadas, além de contribuir para despencar a qualidade do seu trabalho frente ao mercado a um nível abaixo de zero.

Depois desses exemplos ficou mais claro essas diferenças? Acho que sim, não é? Também ficou mais fácil de entender sobre quando a sua opinião deve falar mais alto, de forma discreta, sensata, verdadeira e claro, levando em consideração o local onde você trabalha e o assunto ao qual está escrevendo. Coisas que você só aprende praticando!

## **Jornalismo imparcial é uma utopia!**

Depois de toda essa leitura, fica bem claro como é impossível ser completamente imparcial no jornalismo. [Profissionais experientes](https://www.youtube.com/watch?v=H6lMYs4FlUI) confirmam: nossas preferências sempre acabam tendo um peso emocional sobre o que escrevemos.

Sendo assim, continue buscando a carreira de jornalista pautado sempre na verdade e com foco na premissa da imparcialidade, ainda que seja difícil. Se ainda não tem certeza de que é ao curso de Jornalismo que pretende se dedicar, dê uma lida [nesse material aqui](https://blog.unis.edu.br/faculdade-de-comunicacao-como-escolher-entre-publicidade-e-jornalismo/), pode ser que te ajude a colocar as ideias no lugar, ok?

Esperamos que esse material tenha te ajudado a entender melhor sobre o assunto. Qualquer dúvida ou caso queira contribuir com alguma informação para esse texto, é só chamar a gente ali no box de comentários, ok?

Então até a próxima!

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